quarta-feira, 24 de março de 2010

Pra Amanda Palmer.

(obs.:não "entendível" por qualquer um.)



Ah,Amanda!Por que ir embora tão cedo?Justo agora que já tinha me acostumado com todas suas cores - ainda que daltônica e confusa às vezes.Queria de novo suas sobrancelhas e toda sua irreverência,mas você me traiu Amanda.Trocado por Neil.Ou seria por Pelotas?Uberlândia,Campinas,São Paulo e Porto Alegre?Mas o fato é que você não está aqui,comigo.
Eu ainda tento te carregar no bolso,sabia?Na minha caixinha de vida onde carrego meu sangue (não aquele vermelho,clichê.o outro,o que corre nas veias da minha alma jovem.)
Bobagem minha na verdade.Ora bolas,você nunca foi carregável.Não assim,com toda essa facilidade.Precisava era de ter permanecido quietinha aqui,senhorita,e futura senhora, Amanda.Na minha alma,isso sim.E de lá nunca ter saído.
Quer saber de uma coisa?Deveria eu ter cuidado disso.Ou melhor,mandado minha mãe cuidar.Não que ela entenda desse nosso estilo - coitada de mim;seu estilo.Não que ela siga aquela religião onde a única regra é amar ou entenda sobre morder a mão e coisa e tal.Mas de uma coisa ela entende:chaves.E ela,caso eu tivesse pedido a tempo,teria feito um baú pra te guardar e depois eu deixaria a chave na papete da Camila!Ah,mas por que eu não pensei nisso antes?Agora tô eu aqui,correndo atrás de você e você correndo de mim.